EVP - Fenômeno de Voz Eletrônica
EVP (Electronic Voice Phenomenon, ou Fenômeno de Voz Eletrônica) é o nome dado ao registro de vozes ou sons de origem desconhecida em gravações de áudio. As vozes geralmente não são audíveis durante a gravação — só aparecem na reprodução. Costumam ser breves, de poucos segundos, e frequentemente surgem em meio a ruído de fundo ou estática.
O fenômeno foi descoberto acidentalmente em 1959 pelo sueco Friedrich Jürgenson enquanto tentava gravar o canto de pássaros em seu jardim. Ao reproduzir as fitas, ouviu vozes que não estavam presentes durante a gravação — entre elas, o que acreditou ser a voz de sua mãe falecida. A partir daí, passou anos coletando e estudando essas gravações. Seu trabalho inspirou o psicólogo letão Konstantin Raudive, que reuniu mais de 100.000 registros de EVP e os publicou em 1971 no livro Breakthrough: An Amazing Experiment in Electronic Communication with the Dead. O fenômeno ficou tão associado a ele que por um tempo foi chamado de "Vozes Raudive".
ITC — Transcomunicação Instrumental
Nos anos 1970, o pesquisador Ernst Senkowski cunhou o termo ITC (Instrumental Trans-Communication) para designar de forma mais ampla qualquer comunicação entre vivos e entidades desencarnadas através de dispositivos eletrônicos — não só gravadores de áudio, mas também televisores, fax, computadores e rádios.
Como os entusiastas explicam
A hipótese mais comum entre os pesquisadores do campo é que espíritos ou entidades de outros planos de existência operam em frequências diferentes das dos vivos — frequências que escapam à percepção humana mas estão ao alcance de equipamentos eletrônicos. O EVP seria, portanto, uma espécie de captura acidental dessas frequências.
Como os céticos explicam
Cientistas atribuem o EVP à pareidolia auditiva — a tendência do cérebro de reconhecer padrões familiares, como vozes e palavras, em ruídos aleatórios. Outros fatores citados incluem artefatos dos próprios equipamentos de gravação e o efeito de sugestão: quando alguém nos diz o que "ouvir" antes de reproduzir uma gravação, tendemos a ouvi-lo.
No Brasil
As principais organizações brasileiras dedicadas à pesquisa de EVP e ITC são a Associação Nacional de Transcomunicadores (ANT) e o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP).